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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Tempestade poderá afetar 37 milhões de pessoas

Mäyjo, 08.09.17

Irma

O Irma tornou-se um dos furacões mais fortes do Atlântico já registados. Os ventos monstruosos da tempestade da categoria 5 atingem velocidades na ordem dos 295 km / h (185 mph).

 

De acordo com Phil Klotzbach, especialista em furacões da Colorado State University, citado pelo site Live Science, só quatro outras tempestades do Atlântico foram conhecidas por alcançar tal força: a “Labor Day Storm”, em 1935; Allen, em 1980; Gilbert, em 1988; e Wilma em 2005. A lista é pequena porque, para atingir essa intensidade, “tudo tem que ser perfeito”, disse Brian McNoldy, investigador da Universidade de Miami.

Entretanto, perante a força do Irma, e a trajetória esperada, as Nações Unidas estimam que cerca de 37 milhões de pessoas sejam afectadas por este furacão de categoria máxima.

Uma equipa humanitária já foi enviada para a ilha de Barbados para trabalhar com a Agência Caribenha de Gestão de Desastres e Emergências (CDEMA), anunciou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric. Outras equipas estão de prevenção para serem enviadas para o terreno.

No Haiti, equipas humanitárias também já estão na região norte da ilha, que, calcula-se, será atingida mais severamente. Além disso, vários membros dos “capacetes azuis” da missão de paz no país, conhecida como MINUSTAH, estão a postos para ajudar a Polícia Nacional do Haiti.

“Embora ainda seja cedo para conhecer o impacto total que a Irma terá na região, as principais preocupações do centro da UNICEF dizem respeito ao fornecimento de água potável e alimentos e a saúde e protecção de crianças e adolescentes”, disse a agência da ONU em comunicado. O escritório da UNICEF na região activou seus protocolos de emergência e está a trabalhar com funcionários do governo em Antígua e Barbuda, Dominica, St. Maarten, São Cristóvão e Nevis, as Ilhas Virgens, bem como a República Dominicana, Haiti e Cuba.
 
Foto: Creative Commons

FURACÃO MATTHEW: ÚLTIMO BALANÇO APONTA PARA 570 MORTOS NO HAITI

Mäyjo, 06.11.16

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Os dados oficiais agora conhecidos indicam que pelo menos 572 pessoas morreram na sequência da passagem do furacão Matthew, pelo Haiti, no início da semana. 

 

Os ventos e chuvas fortes destruíram escolas, edifícios oficiais, estradas e pontes. Só no sul do país mais de 29 mil casas ficaram destruídas.

Jérémie, capital do departamento de Grand’Anse, foi completamente arrasada, com 80% dos edifícios destruídos. Dados avançados pela ONG Care Haiti indicam que perto de 30 mil pessoas perderam as suas casas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) veio agora alertar que a situação poderá piorar nos próximos dias, visto que perto de 350 mil pessoas precisam de assistência médica. Também a Cruz Vermelha emitiu um apelo de emergência para obter ajuda humanitária, estimando que mais de 1 milhão de pessoas seria afetado no país.

 

Foto: Carlos Garcia Rawlins/ Reuters

Eólicas offshore podem abrandar furacões

Mäyjo, 07.04.14

Eólicas offshore podem abrandar furacões

 

Os parques eólicos offshore podem ser mais úteis do que a – já por si fantástica – geração de energia sustentável. De acordo com o engenheiro ambiental e professor de Stanford Mark Z. Jacobson, as eólicas offshore podem proteger contra os furacões, servindo de barreira entre estes e as cidades, sugando-lhe “a vida e o força”.

A pesquisa foi apresentada esta segunda-feira na American Geophysical Union e explica que a chave da teoria está na construção de milhares de turbinas de energia eólica nas margens das cidades mais vulneráveis aos climas extremos. “Estas cidades teriam ventos mais fracos e tempestades menos severas, quando os furacões se aproximassem”, explica o Huffington Post.

Os pesquisadores imaginaram o que poderia acontecer se uma parede maciça de dezenas de milhares de turbinas eólicas fosse construída antes dos furacões Katrina e Sandy passarem pela costa norte-americana, utilizando simulações computacionais para ver as tempestades com e sem turbinas construídas no seu caminho.

A pesquisa concluiu que as turbinas eólicas poderiam ter tirado bastante energia ao Katrina, em 2005, – um dos mais violentos de sempre nos Estados Unidos – reduzindo a sua força em 50% na aterragem. A sua força global poderia ser reduzida até 72%, gerando, no processo, 0.45 terawatts de energia eólica.

A simulação assumiu cerca de 70 mil turbinas offshore – 300 gigawatts de energia – construídas a 100 quilómetros da costa sudeste de Nova Orleães. A redução da tempestade permitiria às próprias turbinas sobreviverem aos ventos fortes.

No caso do mais recente furacão Sandy, a redução dos ventos chegou aos 21%. “Se tivermos grandes quantidades de turbinas eólicas – e grandes paredes de turbinas – podemos dissipar de forma muito expressiva os ventos e tempestade”, explicou Jacobson. A construção deste sistema eólico pode ser dispendiosa, concluiu o professor, mas paga-se com a geração de energia limpa por ano.

 

Foto:  Tim Sheerman-Chase / Creative Commons